Começando a vida
Ontem eu ouvi que estou começando a vida agora. Embora eu concorde com o contexto, pediria licença para flertar com outros termos: já comecei a vida faz um tempinho, agora eu passo a poder aproveitá-la.
Aos poucos, com muito trabalho.
Com o coração aberto e disposta a aprender, escutar mais que falar, e aceitar e respeitar, mesmo quando não consigo entender. Aos poucos a gente vai perdendo a necessidade de aprovação externa, mas vai assumindo cada vez mais um compromisso com o que mora dentro da gente. BH é casa também.
Mas lar é o que tenho em meu coração. E é meu lar que faz eu me sentir pronta pra voar e pousar sempre e todas as vezes que eu puder. Por ora as palavras não vão dar conta da gratidão que sinto pelo acolhimento, pelo cuidado e pelos encontros dos últimos dias. Mas deposito minha ineficiência morfológica na esperança de que os tons frios desta foto sirvam de prova: não há preto ou branco, certo ou errado, erros ou acertos.
O que há é um mar de cinza múltiplo em nuances. Belo, complexo e infinito.
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