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Mostrando postagens de fevereiro, 2023

O barco de Odoyá chamava-se Glória

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   Adolescente, atendendo a cobrança de escolher o que fazer pelo ‘resto da vida’, flertei com a psicologia e com o jornalismo.       Em pouco tempo assumi o jornalismo como parceiro que me proporcionaria um alcance maior do que a capacidade micropolítica de influenciar revoluções individuais, através da psique humana.     Aos 17, então, da Universidade, olhava o trabalho da Glória Maria e sonhava em conhecer o mundo, oferecendo de volta a minha leitura sobre ele.          Antes de saber que eu era artista, a arte já pousava sobre a minha relação com as pessoas; na capacidade de ouvir o subtexto em cada conversa; na sensibilidade de observar e na certeza de que não se conhece terra alguma sem conhecer os frutos dela: o povo dela. Eu fico imaginando o quanto uma cabeça feminina, preta e retinta precisa trabalhar pra ocupar um lugar tão desejado. Isso na década de 70. E o quanto essa mesma cabeça precisou trabalhar ...