Prosa de Lua Nova 🌘


É que todo mundo quer uma mulher realmente brilhante e com notável poder interno.
Até se deparar com ela.

As pessoas temem o desconhecido. E se ressentem com o que não podem controlar.

Existência que inspira confiança aspira insegurança.
E, nesse caso, o que mudar?

Rebeldia ou pensamento independente?
Petulância ou ousadia criativa?

É sabido que a honra de todo mestre é ser visto na ausência, através de seu aprendiz.
Mas é justo que a conta da fome, da escassez e de todas as dores pregressas esteja mirada para o meu nariz?

Pois eu sou Peregrina e me orgulho. Devota leal dos que vieram antes de mim. 

De quem herdei a bruxaria.
De quem herdei a alforria. 

E, certa de que pertenço apenas à Lua, me liberto da algema colonizadora que me fez acreditar que meu valor está vinculado ao grau de violência que possa vir a suportar.

A verdade pousa sempre ao alcance dos olhos. E das mãos. 

No que se vê.
E no vazio.
No que se alcança.
E no silêncio.

Meu valor está no que leio do mundo.
E no que escrevo de volta pra ele.

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